Na última reunião dos membros da CSP-Conlutas, realizada no dia 22/10, o espaço do debate dedicado aos trabalhadores da ECT - chamado de Setorial Correios - fez considerações e analises sobre a atual situação política do país, para determinar quais serão as ações da Central para preparar a categoria para as próximas lutas em defesa dos direitos do trabalhadores dos Correios.
Com a queda da ex-presidente Dilma (PT), após 13 anos com o Partido dos Trabalhadores no poder, o vice Michel Temer (PMDB) assumiu o cargo, e está dando continuidade ao sucateamento e a privatização dos Correios.
Sendo assim a CSP Conlutas entende que a politica de unificação de servidores bancários, petroleiros e outras categorias poderia fomentar a construção de uma greve geral.
Com isso, se amplia as condições para intensificar as lutas contra os ataques como as PEC’s e as reformas trabalhistas e da Previdência.
É importante lembrar, após a Campanha Salarial 2016/2017, que a direção majoritária da FENTECT e a FINDECT e as centrais sindicais CUT e CTB estão negociando com o governo federal a manutenção de cargos, privilégios e altos salários dentro da ECT.
A defesa da proposta da ECT e do governo para o Acordo Coletivo de Trabalho, por parte da maioria das correntes - CUT, CTB, Unidos pra Lutar e Intersindical - foi um grande erro porque abriu a possibilidade de cobrança de mensalidade no plano de saúde e também a retirada de dependentes do plano.
Este posicionamento das Centrais poderá destruir o maior beneficio conquistado com as lutas e os empregos de diversos trabalhadores.
É preciso ter claro que os ataques ao plano de saúde são os passos administrativos fundamentais para privatização dos Correios.
A empresa vai manter a politica de terrorismo a burocracia utilizará todos os seus métodos e manobras para aprovar os ataques que lhe forem uteis.
No ponto de vista econômico os trabalhadores dos Correios obtiveram um reajuste parcelado e abaixo da inflação, num acumulado de dezenove meses.
Nos Correios, as incorporações das gratificações são parte dos Acordos de 2014 e 2015, portanto, não constituem ganhos reais na negociação de 2016, sendo apenas reflexos nas gratificações.
Por fim das contas, o Acordo, foi uma vitória para o governo de Michel Temer e do novo presidente dos Correios naquilo que diz respeito a reestruturação dos processos produtivos como: implementação gradativa do DDA, dos CDD’s polos e da OIA que está legitimada no Acordo Coletivo - Clausula 41 - junto com a Entrega pela Manhã que não está funcionando e foi ignorada nas negociações.
As condições de trabalho estão piorando com o sucateamento da ECT e da falta de Concurso Público desde 2011.
Está em curso um Plano de Demissão Incentivada (PDIA) permanente além de estudos para um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV).
Com a tensão sendo criada pela CSP-Conlutas, o governo e a direção da ECT, deram inicio a uma grande perseguição politica contra os militantes da CSP de outras correntes políticas.
Encaminhamentos
A partir de toda essa avaliação do cenário político do país e dos reflexos na gestão dos Correios o Setorial da CSP-Conlutas definiu estratégias para combater os ataques contra a categoria e mobilização dos trabalhadores dos Correios:
1) Confeccionar um panfleto nacional da CSP-Conlutas /Setor Correios, para esclarecer a base e preparar as lutas contra os ataques ao plano de saúde e aos direitos trabalhistas.
2) Chamar um Consin da FENTECT para discutir o DDA, OIA, CDD Virtual, CDD Polo.
3) Participar e ajudar nas eleições Sindicais do Piauí e RJ.
4) Caso o Consin não seja realizado, organizar um encontro dos nossos sindicatos e oposições para discutir o DDA, OIA, CDD Virtual, CDD Polo.
5) Construção de uma paralisação dos trabalhos para o dia 25 de novembro.
6) Elaboração de uma página na internet da CSP-CONLUTAS - Setor Correios, para servir como uma ferramenta centralizadora das discussões nacionais e das ações da Central em beneficio dos trabalhadores dos Correios.
fonte: www.sintectsc.org.br
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