A CSP-Conlutas tem caráter sindical e popular com a participação do movimento estudantil e movimentos de luta contra as opressões. Confira a seguir um síntese do programa aprovado no Congresso de fundação da Central para lutar contra a retirada de direitos dos trabalhadores e para construção de uma sociedade igualitária.
Combate ao corporativismo e economicismo
O corporativismo, que limita a ação das entidades exclusivamente às questões imediatas de uma determinada categoria e o economicismo, que desvincula as reivindicações especificas de uma categoria ou setor das reivindicações gerais da classe trabalhadora, devem ser, portanto, combatidos na ação da Central, pois levam a uma prática reformista e esse tipo de ação não é capaz de defender sequer as reivindicações e direitos básicos dos trabalhadores.
Centralidade da classe trabalhadora
Os sindicatos constituem a forma de organização de massas mais importante do país. A classe operária industrial é o setor mais importante na luta pela transformação da sociedade em que vivemos. O trabalho é a fonte de produção de riqueza e por isso ocorre o crescimento da classe trabalhadora. o desenvolvimento de novas formas de organização do trabalho, não só assalariado, com a precarização em suas múltiplas formas e o desemprego estrutural criou diversas categorias de trabalhadores insatisfeitos. Esse coletivo precisa ser organizado e mobilizado para a luta.
Organização enraizada e organizada pela base – OLT
Esta tarefa deve ser entendida como uma prioridade permanente da ação da Central, com políticas específicas para a organização de grupos clandestinos de base, oposições sindicais, Cipas, delegados sindicais e comissões de fábrica, dentre outras formas de organização na base. Essa ação exige uma campanha política pela proteção contra a demissão imotivada (adoção da convenção 158 da OIT) e também a defesa da defesa da regulamentação do direito de OLT (Organização no Local de Trabalho).
Defesa da ação direta com atuação secundárias
A Central entende que a verdadeira transformação social passa pela ação direta e a adota, portanto, como sua estratégia permanente. Defendemos a ação direta dos trabalhadores e isso não significa desprezar a importância de outras formas de luta como a atuação no parlamento ou a luta jurídica. A vocação da Central deve ser a construção permanente da mobilização e da luta. E, mesmo quando a mobilização não for possível, a Central e suas entidades filiadas devem pautar sua ação por uma educação correta dos trabalhadores.
Defesa da Unidade
A unidade é um meio fundamental para fortalecer os trabalhadores nas suas lutas, mas não pode ser utilizada para sacrificar a independência de classe dos trabalhadores. A Central deve pautar o seu funcionamento num rico debate interno, assegurando a democracia, o respeito à diversidade e a expressão das minorias em suas instâncias. Os processos de decisões de suas políticas devem basear-se em ampla participação das entidades e da base.
Independência organizativa, política e financeira
A Central deve ter a mais completa independência em relação a qualquer governo, aos patrões e às instituições do Estado, quer seja no campo político, quer seja na questão financeira. Isto significa que a Central não utilizará recursos públicos ou patronais para manutenção e realização de suas atividades.
Combate ao Imposto Sindical
Precisamos encarar a tarefa de buscar outras fontes de financiamento, definidas democraticamente pelos trabalhadores, que permitam livrar os sindicatos desta dependência e dar coerência a nossa luta pelo fim desta contribuição compulsória.
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