Em 2016, os dirigentes do Sintect/SC estiverem presentes no cotidiano dos trabalhadores dos Correios de Santa Catarina. Não foi um ano fácil por tudo aquilo que vem ocorrendo na política e na economia brasileira. A situação do país refletiu na vida de todos os brasileiros. A crise política expôs o desrespeito com o qual os políticos têm tratado os cidadãos. A Operação Lava-Jato, o impeachment da presidente Dilma, o comportamento dos membros do Senado e da Câmara dos Deputados e a atuação dos ministros do Superior Tribunal Federal estão entre os eventos que marcaram o ano. A situação política do país expõe a fragilidade das instituições democráticas.
A crise econômica e consequentemente o aumento do número de desempregados são reflexos da má gestão do governo. No lado mais fraco dessa história está a classe trabalhadora. Pais e mães de família que estão sentindo na pele e no dia a dia as consequências da irresponsabilidade política. A inflação tem consumido os salários com a alta dos preços dos alimentos nos supermercados. A criminalidade e a violência aumentam, ainda que não se justifique a opção pelo roubo, a crise também fomenta o crime.
Neste ano marcado por tragédias e uma profunda confusão ideológica, o Sintect/SC como entidade representativa de cerca de 4 mil trabalhadores têm procurado fortalecer a luta de classe, mobilizando e conscientizando a categoria. Não somos perfeitos, nem somos os donos da verdade, mas sabemos que têm muita coisa errada e precisamos lutar para mudar essa situação. Quando o governo faz a opção de congelar os investimentos em Saúde e Educação, ele está deixando de lado quem mais precisa.
A aprovação da PEC 241 ou 55, além de todo o processo de privatização das estatais, reforma da previdência e trabalhista não visa o bem coletivo. São instrumentos de jogos políticos. No discurso, o governo fala em retomada dos investimentos, como se o viés econômico fosse a solução para todos os problemas. Enquanto isso, o país adoece, a pobreza aumenta e a educação de qualidade é restrita a quem pode pagar. Não temos motivos para sermos otimistas quanto ao futuro, enquanto não nos conscientizarmos que na maioria das vezes a nossa letargia nos transforma em “idiotas úteis” adestrados por uma mídia que atua como meio para disseminar aquilo que atenda aos seus interesses.
A função da entidade sindical, além de fazer o embate com o patrão e a defesa do trabalhador, é sim, ser o ponto de tensão, de construção de uma saída por meio da luta de classe. Precisamos resistir, e entendemos que a mudança só será possível quando houver preocupação com o coletivo, lutando por igualdade, contra qualquer tipo de preconceito e com isso passando a enxergar o companheiro como membro de uma mesma classe dentro um sociedade formada pela diversidade. Essa é a nossa função enquanto sindicato.
Desejamos a todos um Feliz Ano de 2017.