A diretoria dos Correios apresentou no dia 5/1, na reunião com os representantes da categoria, na Comissão Paritária, a proposta para a cobrança de mensalidade para os dependentes dos trabalhadores e também como funcionará o compartilhamento das despesas com consultas, exames e internação no plano de saúde.
O trabalhador terá o desconto no salário de acordo com a sua referencia salarial, sendo que haverá mensalidade fixa. O pagamento da coparticipação só ocorrerá quando o plano de saúde for utilizado.
De acordo com a ECT a expectativa de despesas com o plano para o ano de 2017 é de R$ 2 bilhões.
O custeio do plano para os empregados e aposentados e dependentes será no modelo paritário (50/50), enquanto para os genitores (pai e mãe) será criado um plano de saúde específico, com custeio de participação decrescente durante 10 anos. Inicialmente o trabalhador vai pagar 10% do custeio.
Para os trabalhadores com faixa salarial até R$ 2.500 os valores da coparticipação variam de acordo com a idade dos dependentes, sendo a mensalidade inicial de R$ 61,38 para idade de até 18 anos e de R$ 308,98 para dependentes com idade acima de 59 anos.
A proposta de cobrança de mensalidade para utilização do plano por pai e mãe será por faixa de renda do trabalhador e idade dos pais.
Para salários até R$ 2.500 o pai e a mãe com mais de 59 anos haverá a cobrança de R$ 107,00 em 2017 sendo que este valor subirá para R$ 214,00 em 2018.
A projeção com a elevação anual dos valores da mensalidade prevê a cobrança de R$ 1.085,87 em 2026.
Hoje, a ECT paga 93% (R$ 1.711.359.506,62) do plano de saúde e o empregado contribui com 7% (R$ 128.812.005,87) neste novo modelo a empresa quer pagar 50% e os outros 50% será pago pelo trabalhador.
Com os valores atuais da situação econômica do plano, o trabalhador passaria a pagar mensalmente cerca de R$ 600 pelo plano, chegando a R$ 7 mil reais por ano.