Função de coletar e distribuir informações é bem antiga

Os gregos, por exemplo, tinham um deus específico para a comunicação, seu nome era Hermes, o mensageiro dos deuses.

O Sintect/SC tem orgulho de homenagear os Carteiros, homens e mulheres que fazem parte da família ECTista catarinense, relembrando a importância desta profissão. Hoje, são muitos os trabalhadores e trabalhadoras que estão na função de Distribuição e Coleta, sob o sol escaldante no verão, e sob a chuva que atrapalha as nossas atividades cotidianas. Mas não somos apenas números, somos pessoas de carne e osso, que são parte desta história.

Os primeiros humanos se comunicavam através de sinais de fumaça e grunhidos. Era necessário muito esforço para a manutenção da própria vida, e diante das necessidades mais iminentes surge a comunicação. Nós tendenciamos a analisar o passado para termos melhores condições de vida no presente. Se não fosse assim estaríamos ainda vivendo em cavernas ou nem teríamos sobrevivido à era glacial. Mas fomos capazes de nos comunicar e isso mudou a maneira como encaramos o mundo.

Costuma-se dividir a história em Pré-História e História. A Pré-História diz respeito ao período em que os homens e mulheres viviam em tribos nômades vivendo de maneira muito rústica, já a História é contada a partir da invenção da escrita pelos sumérios há 5.500 anos.

Com a sedentarização (estabelecimento de sociedades ao redor dos rios), foi possibilitada uma forma mais eficiente de desenvolvimento humano. E nada disso teria sido possível se não tivessem recorrido à comunicação. Entre as tribos era comum que houvesse troca de informações e essa atividade era desempenhada por um funcionário da maior confiança dos demais. O início da função de CARTEIRO se entrelaça com a própria história da humanidade.

Os gregos, por exemplo, tinham um deus específico para a comunicação, seu nome era Hermes, o mensageiro dos deuses. Mais tarde com a dominação romana, seu nome foi mudado para Mercúrio. Para um império do tamanho de Roma ficou ainda mais claro que somente com a informação correndo para os quatro cantos do globo, seria possível manter o estado romano. 

A seguir confira uma forma anedótica de como funcionava o trabalho do carteiro no Império Romano:



Quando o Império Romano caiu teve início o Feudalismo. E também os senhores feudais, reis e o clero se utilizaram dos \"mensageiros\" para enviarem e receberem as notícias de todas as suas províncias. Foi aí que surgiu o pombo-correio. Foi no feudalismo também que surgiram as mensagens codificadas. Muitas informações corriam de um lado para outro, principalmente na Europa, entre reis rivais, o que poderia ocasionar conflitos sem dimensões caso alguma dessas informações caísse em mãos erradas. Portanto alguns mensageiros carregavam consigo códigos indecifráveis para aqueles que não continham a chave decodificadora para poder ler a mensagem.

Leonardo DaVinci ficou famoso por suas incontáveis experiências científicas e obras de arte, mas também ele escrevia suas cartas de maneira codificada. Ele as escrevia diante de um espelho, de maneira que as letras ficassem refletidas na folha onde escrevera. Isto dificultava a leitura, fazendo com que seus segredos ficassem seguros .

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A descoberta das Américas também teve papel crucial na história humana. Devemos lembrar que o primeiro documento escrito no Brasil foi uma carta. A Carta de Pero Vaz de Caminha:

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Esta carta demorou um bocado até chegar às mãos do Rei de Portugal, D. Manuel, através do Correio-Mor (Correio do Mar). Mas temos que lembrar que nessa carta estão contidos alguns elementos do que viria a se concretizar no estilo de vida brasileiro. Pero Vaz escreveu na carta que a terra daqui era boa, que nela se plantando, tudo daria. Até aí tudo bem, mas quando termina a carta, Pero Vaz pede ao rei que liberte seu cunhado, que estava preso em Portugal, um favorzinho ao amigo, um jeitinho brasileiro de resolver pendências.

Em 25 de janeiro de 1663 foi oficializado o serviço de Correio no Brasil, através de Portugal. É por isso que comemoramos o dia do carteiro nessa data. Para se ter uma ideia da importância dos Correios, assim que foi estatizado o serviço, o prédio utilizado pela estatal viria a se tornar o Paço Imperial, quando da chegada do rei D. João VI e família no Brasil.

2017 A HISTÓRIA DOS CORREIOS ESTÁ PARA ACABAR?

Aos nossos ouvidos chegam notícias de todos os cantos do mundo acerca da possível privatização dos Correios. Desde os anos 90 é cogitado pelos governos essa possível privatização, mas agora estamos diante de um fato cada vez mais certo. Já no finalzinho do século passado foram criadas as ACFs (Agências Franqueadas), que geram uma evasão de receita gigantesca aos cofres da estatal.


- Em 2008 foi o Saldamento do Postalis;

- Logo após foi a criação da PostalPrev;

- Ainda em 2008 foi o PCCS da Escravidão;

- Em 2009 a CUT e a CTB assinaram o Acordo Bi-Anual;

- Em 2010 foi criada a MP 532;

- Em 2011 foi sancionada a Lei 12.490/11;

- Em seguida o Projeto Correios 2020;

- A tentativa constante de criar a MNNP/SNNP;

- Criação da CORREIOSPAR;


E tudo isso com o aval das lideranças sindicais atreladas ao governo, com suas benesses garantidas pelos patrões. A CUT recebe Milhões de reais para manter a classe trabalhadora amortecida, por isso vem freando o movimento em Correios, para garantirem que a agenda dos patrões seja cumprida. Já a CTB vem no mesmo intuito, favorecendo a desunião da categoria, com a criação de uma federação fantasma, que só nos trouxe prejuízos desde que surgiu. A INTERSINDICAL é bem minoritária no cenário nacional, mas tem o mesmo interesse que as demais centrais, trair a categoria para se perpetuarem nas direções sindicais.

A CSP-CONLUTAS esteve em todas as manifestações contrárias aos ataques da direção da ECT e do governo contra a categoria e lança o chamado da unificação desde sempre, para que possamos triunfar nessa guerra contra a privatização da ECT é necessário que façamos da união nosso objetivo principal.

O cenário nacional é desfavorável para a categoria ECTista, mas somos muito fortes quando unidos. Sabemos do que essa categoria é capaz quando pega junto, por isso não baixamos a guarda diante dos ataques, pois sabemos que na hora que somos convocados a lutar, somos imbatíveis.

Carteiros de Santa Catarina, parabéns.

Claiton Santos
Dirigente de História Sindical e 
Estudos Socioeconômicos


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