Nota de repúdio às declarações e à postura do ministro da Casa Civil

Em declaração feita no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o ministro afirmou que, caso os trabalhadores dos Correios entrassem em greve, o governo pautaria a privatização da estatal.

Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios de Santa Catarina, reunidos em assembleia na data de 23/12/2025, manifestam seu mais veemente repúdio às declarações e à postura do ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarações que representam um ataque direto à luta da categoria, aos direitos dos trabalhadores e ao caráter público da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).
 
No âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o ministro afirmou que, caso os trabalhadores dos Correios entrassem em greve, a privatização da estatal seria pautada pelo governo.
 
Trata-se de uma chantagem explícita contra o direito constitucional de greve e de uma ameaça inaceitável que busca impor o medo e o constrangimento como método de negociação. Essa postura e afronta a organização sindical, enfraquece o diálogo social e não condiz com um governo comprometido com a defesa do serviço público e da classe trabalhadora.
 
Essa não é uma posição isolada. Em julho, o mesmo ministro já havia apresentado como “solução” para a crise da empresa com a demissão de cerca de 10 mil trabalhadores e o fechamento de aproximadamente mil agências convencionais da ECT.
 
Essa orientação favorece a precarização e o enfraquecimento do papel estratégico das empresas públicas — algo que a classe trabalhadora no Brasil não pode aceitar.
 
Contra o ataque, esclarecemos e afirmamos - é com o FORTALECIMENTO DA GREVE que exigimos o compromisso do Governo Lula para manter os direitos, reconhecer o esforço dos trabalhadores e Fortalecer a Empresa com aqueles que mantiveram e mantém de Pé a ECT. 
 
Repudiamos, portanto, a atitude do ministro Rui Costa e exigimos que o governo federal exerça plenamente seu papel: fortalecer os Correios como empresa pública, garantir investimentos, preservar empregos, manter a capilaridade da rede postal e respeitar os direitos dos trabalhadores. Direito não se retira, se amplia!
 
Os trabalhadores dos Correios não aceitarão ameaças, chantagens, demissões ou fechamento de unidades como saída para uma crise que não foi criada pela categoria.
 
É nítido em nosso país que forças políticas contra os trabalhadores e o povo querem destruir os Correios. Por isso também repudiamos a ação de instituições de direitos humanos no campo do trabalho que ao invés de proteger os direitos da categoria, impõe ameaças ao movimento sindical.
 
Seguiremos organizados, mobilizados e em luta, em defesa dos empregos, dos direitos, do serviço postal público e do patrimônio do povo brasileiro.
 

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