A iniciativa do presidente dos Correios de levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionamentos sobre cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) representa um ataque grave não apenas aos trabalhadores e as trabalhadoras, mas a toda a classe trabalhadora e ao serviço público brasileiro.
Ao contrário do que tenta fazer parecer, não se trata de um debate restrito ou técnico.
A ação gera insegurança jurídica generalizada, pois tinge direitos historicamente reconhecidos pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), especialmente no que se refere às cláusulas pré-existentes e à sua manutenção nos acordos coletivos.
O mais preocupante é que o STF não está sendo provocado a julgar apenas a chamada ultratividade, mas sim a possibilidade de consolidação de cláusulas chamadas “persistentes”.
Caso esse entendimento avance, acordos coletivos já firmados poderão deixar de ser respeitados, abrindo precedentes perigosos e fragilizando conquistas históricas dos trabalhadores.
Essa movimentação tem efeitos profundos sobre o funcionalismo público como um todo.
A entrada do tema no STF precariza as relações de trabalho, gera instabilidade e ameaça direitos de qualquer trabalhadora e trabalhador, extrapolando os limites da categoria ecetista.
Na avaliação do movimento sindical, o que está em curso é uma verdadeira pré-reforma trabalhista camuflada, conduzida por meio de decisões judiciais, sem debate com a sociedade e sem diálogo com as entidades representativas dos ecetistas.
Diante desse cenário, as entidades sindicais reforçam a necessidade de mobilização da categoria.
A defesa do ACT dos Correios é, na prática, a defesa da segurança jurídica, da negociação coletiva e dos direitos de toda a classe trabalhadora.
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