Correios realiza intervenção enquanto ignoram a falta de efetivo e sobrecarregam a categoria
Mais uma vez, a empresa tenta empurrar a responsabilidade para quem sustenta os Correios diariamente.
Não se trata de um caso isolado.
Unidades em Santa Catarina devem entrar na mira das chamadas “intervenções”, promovidas por uma direção nacional dos Correios que insiste em atacar as consequências sem enfrentar as verdadeiras causas do caos operacional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
O discurso oficial fala em “avaliar problemas” relacionados ao acúmulo de objetos.
Mas a categoria sabe muito bem de onde vem o problema: da falta de efetivo, da sobrecarga de trabalho, da ausência de planejamento e de gestores que desconhecem completamente a realidade enfrentada pelos trabalhadores e trabalhadoras nas ruas.
Mais uma vez, a empresa tenta empurrar a responsabilidade para quem sustenta os Correios diariamente.
Historicamente, esse tipo de intervenção vem acompanhado de pressão, cobranças abusivas, assédio moral e metas completamente inalcançáveis.
Querem exigir produtividade máxima enquanto mantêm Unidades sucateadas e sem pessoal suficiente para dar conta da demanda.
Como atingir metas sem trabalhadores?
A resposta da direção dos Correios parece ser simples: culpar a categoria para esconder sua própria incompetência administrativa.
Além disso, os Correios tentam empurrar para os trabalhadores a responsabilidade pela sobrecarga, enquanto a própria empresa implanta a roteirização, suprimindo distritos e aumentando os percursos improdutivos.
Essa medida amplia as distâncias percorridas, intensifica a sobrecarga e piora ainda mais as condições de trabalho da categoria.
A cada troca de presidente na estatal aparece uma nova “fórmula mágica”, vendida como solução definitiva.
Mas nenhuma delas resolve os problemas estruturais da empresa.
Pelo contrário: a situação só piora, enquanto a categoria segue pagando a conta com adoecimento físico e mental.
O Sintect/SC reafirma seu papel de defesa intransigente dos ecetistas.
Nossa orientação é clara: não aceitar pressão abusiva, denunciar imediatamente qualquer prática de assédio moral e resistir às cobranças desumanas impostas pela gestão.
Enquanto isso, a direção nacional dos Correios segue sem convocar os aprovados do Concurso de 2024, aprofundando ainda mais a falta de trabalhadores.
Em vez de reforçar o quadro funcional, a empresa lançou mais um PDV, ampliando o desmonte e precarizando ainda mais os serviços prestados à população.
Além disso, a implantação da roteirização baseada em algoritmos ignora completamente a experiência e a inteligência operacional dos trabalhadores.
O sistema desconsidera a realidade dos locais de trabalho, das dificuldades dos trajetos e das particularidades de cada região.
O resultado é o aumento do desgaste, perda de eficiência, reclamações da categoria e desperdício de recursos.
A categoria sente diariamente os impactos dessa política desastrosa: excesso de trabalho, falta de condições adequadas e cobrança permanente por resultados impossíveis.
Os dirigentes do Sintect/SC vão acompanhar cada passo desse processo, denunciar abusos e pressionar a empresa para que assuma sua responsabilidade diante da crise que ela própria criou.
Nosso compromisso é com os trabalhadores e trabalhadoras ecetistas, jamais com os interesses de uma gestão que insiste em atacar a categoria ao invés de resolver os verdadeiros problemas dos Correios.