Pressão sobre os trabalhadores dos Correios coloca em risco a saúde da categoria

O trabalhador tem em média apenas 2 minutos para fazer a entrega e com isso dar conta de todas as encomendas dentro do horário de trabalho.

A cobrança excessiva por metas e produtividade dentro das Unidades dos Correios tem gerado um ambiente cada vez mais adoecedor para trabalhadores e também para gestores, que igualmente sofrem pressão constante da empresa e acabam repassando essa cobrança para a categoria.

A realidade das entregas está sendo ignorada pela direção da empresa.

Em muitos casos, o trabalhador tem em média apenas 2 minutos para fazer a entrega e com isso dar conta de todas as encomendas dentro do horário de trabalho.

Mas quem vive a rotina da distribuição sabe que isso é impossível na prática.

Cada entrega envolve estacionar o veículo com segurança, localizar o objeto, caminhar até o endereço, interfonar, aguardar o cliente ou o porteiro atender e concluir a entrega.

Em muitos prédios, o porteiro atende de forma remota, aumentando ainda mais o tempo de espera.

Existem ainda situações de dificuldade de acesso, ausência do destinatário, trânsito intenso, chuva e inúmeros outros fatores que fazem parte da realidade diária da categoria.

Mesmo diante disso, a solução apresentada pela empresa continua sendo a pressão sobre os trabalhadores.

O resultado é o adoecimento físico e psicológico da categoria, que diariamente precisa escolher entre preservar sua saúde ou tentar cumprir metas inalcançáveis.

O trabalhador sabe quando não existem condições reais de concluir todas as entregas, mas ainda assim retorna para a Unidade sob ameaça de levar uma SID caso volte com objetos.

Essa política de pressão permanente gera ansiedade, estresse, exaustão e sentimento de injustiça.

O Sintect/SC denuncia essa situação e reforça que nenhuma meta vale mais do que a saúde e a vida dos trabalhadores.

É preciso respeito às condições de trabalho que a própria empresa oferece, dimensionamento adequado das cargas e fim da cultura do assédio e da pressão abusiva para dar conta da sobrecarga.

 

 

 

 

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