ACT 2026/2027 precisa avançar em propostas capazes de reconhecer efetivamente a importância dos ecetistas
As negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027 seguem em discussão, com os debates desta semana concentrados em temas relacionados às relações sindicais e às disposições gerais do acordo.
Assista ao vídeo - clique aqui
Entre os principais pontos de crítica está a proposta de reajuste dos benefícios apresentada pela direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).
O índice de apenas 0,8% é considerado insuficiente pelos representantes dos trabalhadores diante das necessidades da categoria.
Na prática, o percentual faria o benefício passar de R$ 53,53 para aproximadamente R$ 54,00, um acréscimo de cerca de R$ 0,47.
A pergunta que fica é: o que é possível comprar com R$ 0,47?
O valor é tão baixo que não representa uma melhoria concreta no poder de compra dos trabalhadores.
O exemplo ajuda a dimensionar a distância entre a proposta apresentada pela empresa e as reivindicações da categoria.
As críticas também são direcionadas à condução das negociações pela cúpula dos Correios, formada pela Diretora de Gestão de Pessoas, Natalia Teles da Mota; pelo Diretor de Operações, José Marcos Gomes; e pelo Presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon.
Na avaliação dos representantes sindicais, a postura adotada pela direção da ECT durante as negociações não demonstra a valorização necessária dos trabalhadores e trabalhadoras, considerados o principal patrimônio da empresa.
São os empregados que, diariamente, garantem o funcionamento dos Correios e a prestação dos serviços postais à população.
A reflexão que fica é simples: se os trabalhadores são reconhecidos como o maior patrimônio dos Correios, é preciso que esse reconhecimento apareça também nas propostas apresentadas à mesa de negociação.
Afinal, valorizar quem mantém a empresa funcionando todos os dias não deveria ser apenas um discurso — deveria estar refletido nos salários, nos benefícios e nas condições de trabalho.