Ecetistas realizam assembleia em frente ao Complexo Operacional e Administrativo dos Correios em SC

Um dos principais informes da assembleia tratou do julgamento previsto para o dia 21 de setembro, no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Na quinta-feira, dia 17/9, durante o piquete de greve, em frente ao Complexo Operacional e Administrativo (COA), os dirigentes do Sintect/SC informaram a categoria sobre a mobilização, as condições de trabalho, o cumprimento das regras do TST em relação ao quantitativo das Unidades e os próximos passos da Campanha Salarial.

Trabalhadores e trabalhadoras de diferentes regiões de Santa Catarina participam da mobilização, com registros de paralisação em cidades como Grande Florianópolis, Chapecó, Videira, Criciúma, Concórdia, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Rio do Sul, São Francisco do Sul entre outras.

Durante a assembleia, os dirigentes reforçaram que a pauta da Campanha Salarial foi construída pelos trabalhadores e trabalhadoras e apresentada ao longo das negociações.

A categoria quer a manutenção das conquistas previstas na sentença normativa anterior, além de reajustes dignos em benefícios com a manutenção dos direitos da categoria.

Os dirigentes reforçaram a necessidade de manter a unidade da categoria e a mobilização nos locais de trabalho durante os próximos dias.

Com o julgamento do dissídio coletivo, a orientação é manter a organização e acompanhar de perto as negociações e os encaminhamentos jurídicos até a decisão do TST.

Ao final da assembleia, os dirigentes informaram a agenda de mobilização junto a parlamentares e representantes do governo federal.

Segundo o dirigente Luiz Alberto, a intenção é aproveitar todos os espaços possíveis para cobrar respostas e ampliar a pressão política em defesa da categoria.

“Onde eles estiverem, a gente vai estar cobrando. A gente não para nunca”, afirmou o dirigente Luiz.
 
PRESSÃO POLÍTICA E CONTINUIDADE DA MOBILIZAÇÃO
 
Diante da proximidade do julgamento do dissídio coletivo, trabalhadores e trabalhadoras dos Correios têm questionado a necessidade de manter a greve.
 
O dirigente Jacques Bitencourt defendeu que a mobilização deve continuar até a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), como forma de pressionar a empresa e o governo federal.
 
Segundo o dirigente, embora o julgamento seja uma questão jurídica, o processo também envolve decisões e disputas políticas.
 
Ele destaca que, durante uma greve, o Tribunal precisa considerar não apenas os direitos previstos no Acordo Coletivo, mas também a situação dos trabalhadores que permanecem mobilizados e aguardam uma solução para retornar às atividades.
 
“Quando a gente tem uma greve, eles têm duas situações para resolver: os direitos dos trabalhadores e os trabalhadores que estão ali em greve, esperando para voltar a trabalhar”, afirmou Jacques.
 
Para o dirigente, encerrar a greve antes do julgamento significaria retirar uma importante ferramenta de pressão justamente no momento em que a categoria precisa ampliar a mobilização.
 

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