Defenda os Correios dos Brasileiros

Com uma maior participação dos Atendentes na greve, os dois dias de paralisação serviram também para medir a força da categoria para a Campanha Salarial deste ano.

O amarelo foi a cor predominante em SC nos dias 18 e 19 de março, durante a paralisação dos trabalhadores dos Correios, em protesto contra a Direção Regional da ECT por não atender as reivindicações dos trabalhadores. A visibilidade do protesto foi maior nas principais cidades do estado. Entretanto, em algumas unidades a adesão dos trabalhadores chegou a 80%. Carteiros, Atendentes, OTTs, Motoristas e Administrativos dos Correios catarinenses estão insatisfeitos com o governo federal após mudanças nas relações de trabalho. 

Com uma maior participação dos Atendentes na greve, os dois dias de paralisação serviram também para medir a força da categoria para a Campanha Salarial deste ano. “Foi muito positivo o grande número de Atendentes mobilizados, sua participação da muita força para o movimento”, atenta Carlos Alberto Raupp Júnior, Atendente Comercial na AC Forquilhinha. 

Em assembléia realizada no dia 17/03, a categoria deliberou pela paralisação com duração de 48 horas. 

No dia 18/03, a população foi convidada a colaborar com o movimento. Mais de 4 mil cartas, explicando a situação dos trabalhadores e os motivos da greve, foram entregues as pessoas nas ruas. 

No dia 19/03, a mobilização se concentrou na região do centro em Florianópolis. Trabalhadores de várias cidades vieram para a capital para participar do ato de protesto. A concentração dos trabalhadores ocorreu em frente a agência dos Correios na Praça XV. Com essa mobilização a direção do Sintect/SC reuniu trabalhadores de diferentes cidades do estado para contribuir com o diálogo.

“A sociedade conhece e elogia muito o trabalho da estatal com o maior índice de confiança do brasileiro! E por isso, ficou ao nosso lado, em defesa da ECT pública e 100% estatal! A luta só começou”, convida a dirigente do Sintect/SC, Thaís Macadâmia.  

Protesto levou o grito da categoria às ruas 

Nas ruas, durante o protesto, a categoria demonstrou com palavras o sentimento de insatisfação com a Direção Regional dos Correios por não atender as reivindicações dos trabalhadores. 

“Através da mobilização conseguimos expor a nossa indignação com o descaso com que estamos sendo tratados, seja pela falta de efetivo, de boas condições de trabalho, e principalmente com as alterações no plano de saúde”, avaliou o Atendente Comercial Carlos Alberto Raupp Junior da AC Forquilhinha. 

Ao final, da paralisação a categoria realizou uma Assembleia para avaliar o movimento e os trabalhadores decidiram voltar ao trabalho, mas manter o estado de greve.

“Muitos Atendentes, Ott’s e Carteiros em várias unidades pararam suas atividades. Muitas mulheres. Trabalhadores de unidade pequenas e do interior também aderiram ao movimento e mostraram o seu descontentamento com a ECT. Acredito que só com muita luta e união conseguiremos a vitória”, destacou a Agente de Correios Mariani Borghezan da AC Orleans. 

A decisão sobre a greve foi dos trabalhadores, a proposta de paralisação seguiu a orientação do calendário nacional de mobilização proposto pela Fentect. Entretanto, existe uma pauta regional e por isso exigimos reunião com os representantes da DR/SC. 
“Nossas demandas vão além de questões salariais, pois, entre outras coisas, reivindicamos melhoria das condições de trabalho, realização de Concurso Público - pra gerar empregos”, exige o Secretario Geral do Sintect/SC Gilson Vieira.  

A categoria deve continuar mobilizada. Está mantido o estado de greve.  É preciso lembrar que o governo federal está cortando investimentos em Educação, Saúde e para a geração de vagas de trabalho, para compor o orçamento e amenizar a crise na economia. Tudo isso é resultado da irresponsabilidade política. Os investimentos não estão sendo direcionados para melhorar a vida dos brasileiros. 


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