Nas ruas, durante o protesto, a categoria demonstrou com palavras o sentimento de insatisfação com a Direção Regional dos Correios por não atender as reivindicações dos trabalhadores.
“Através da mobilização conseguimos expor a nossa indignação com o descaso com que estamos sendo tratados, seja pela falta de efetivo, de boas condições de trabalho, e principalmente com as alterações no plano de saúde”, avaliou o Atendente Comercial Carlos Alberto Raupp Junior da AC Forquilhinha.
Ao final, da paralisação a categoria realizou uma Assembleia para avaliar o movimento e os trabalhadores decidiram voltar ao trabalho, mas manter o estado de greve.
“Muitos Atendentes, Ott’s e Carteiros em várias unidades pararam suas atividades. Muitas mulheres. Trabalhadores de unidade pequenas e do interior também aderiram ao movimento e mostraram o seu descontentamento com a ECT. Acredito que só com muita luta e união conseguiremos a vitória”, destacou a Agente de Correios Mariani Borghezan da AC Orleans.
A decisão sobre a greve foi dos trabalhadores, a proposta de paralisação seguiu a orientação do calendário nacional de mobilização proposto pela Fentect. Entretanto, existe uma pauta regional e por isso exigimos reunião com os representantes da DR/SC.
“Nossas demandas vão além de questões salariais, pois, entre outras coisas, reivindicamos melhoria das condições de trabalho, realização de Concurso Público - pra gerar empregos”, exige o Secretario Geral do Sintect/SC Gilson Vieira.
A categoria deve continuar mobilizada. Está mantido o estado de greve. É preciso lembrar que o governo federal está cortando investimentos em Educação, Saúde e para a geração de vagas de trabalho, para compor o orçamento e amenizar a crise na economia. Tudo isso é resultado da irresponsabilidade política. Os investimentos não estão sendo direcionados para melhorar a vida dos brasileiros.