Desconto da paralisação e obra na agência Central são os assuntos discutidos em reunião com a DR/SC

O trabalhador sofreu duas punições: a primeira ao tentar utilizar o plano de saúde e a segunda ao lutar para exigir da ECT os direitos trabalhistas.

No dia 22 de abril, dirigentes do Sintect/SC estiveram reunidos com o diretor regional dos Correios, Paulo Oliveira de Andrade, no Centro Operacional e Administrativo (COA), com o objetivo de negociar soluções para as reivindicações apontadas por trabalhadores durante a paralisação dos dias 18 e 19 de março. Nessa reunião o sindicato questionou o diretor regional sobre como ficaria a situação dos trabalhadores participantes da paralisação. 

O diretor regional alegou não ter autonomia e conhecimento sobre essa situação, disse que a solução depende da VIGEP, mesmo após a direção do Sintect/SC insistir para negociar uma solução sem prejuízo para os trabalhadores. No último dia 27/04, a DR/SC lançou o desconto no contracheque da categoria. 

A ECT fez o desconto sobre o valor bruto do salário, sem  negociar a compensação dos dias parados com os representantes dos sindicatos e da Fentect, também proibiu os trabalhadores de realizarem horas-extras com o objetivo de intimidar quem participou da paralisação. 

O intuito da DR/SC é sempre em prejuízo dos trabalhadores, por isso, os advogados do Sintect/SC terão de discutir o assunto com a empresa à maneira jurídica, com a intermediação do Tribunal Regional do Trabalho. 

\"Vamos sempre buscar em todas as instâncias impedir o prejuízo ao trabalhador\", comentou o dirigente Samuel De Mattos Figueiredo. 

Rede credenciada 

Um dos grandes problemas do atual plano de saúde está na redução da rede credenciada para o atendimento aos trabalhadores. Com a alteração jurídica e administrativa do plano, muitos prestadores de serviço de saúde estão se descredenciando do Postal Saúde. Outro motivo é o atraso do repasse dos recursos para as clínicas. 

O exemplo deste problema foi o convênio com o Sesi. Como houve alteração do plano de saúde houve alteração no Estatuto e com isso ocorreu um conflito entre o regulamento do plano com as regras para a prestação de serviço pela rede Sesi. 

De acordo com o diretor regional está em discussão na DR/SC o recredenciamento do convênio com o Sesi, e outras clínicas, tudo isso devido a pressão realizada pela paralisação da categoria. Alguns procedimentos como o exame periódico, ASO de retorno ao trabalho já poderão ser feitos na rede Sesi. 

\"Nossa luta é para extinguir o Postal Saúde com o objetivo de retornar o Correios Saúde, gerido pela ECT. Não devemos aceitar a privatização deste benefício\", avisa o dirigente José M. Pego. 

 O diretor Paulo Oliveira informou que a DR/SC terá representantes do plano de saúde e do RH da ECT indo às cidades do interior do estado para credenciar novos prestadores de serviço de saúde. 

Prédio Agência Central 

O prédio da AC Central apresenta problemas estruturais. Assim, é visível o descaso da DR. Nem as lâmpadas queimadas estão sendo trocadas. 

O diretor regional alegou que está sendo criado um grupo de trabalho para cuidar da reforma da AC Central, porém não se tem previsão para o inicio das obras e, portanto, serão realizados reparos emergenciais. 

A resposta não atendeu a reivindicação da categoria. 

Os dirigentes exigiram do diretor regional um esforço na reforma completa da estrutura do prédio no menor prazo possível, pois os trabalhadores correm risco de morte ao trabalhar na unidade nas condições que se encontra o prédio. 

Encaminhamento 

Os dirigentes do Sintect/SC estão dispostos a manter um calendário de reuniões com a direção regional dos Correios para resolver os problemas da categoria. Entretanto, a pratica da empresa tem sido a de protelar as decisões, prejudicando a categoria. 

A paralisação e a greve são os últimos recursos para uma categoria de trabalhadores terem suas reivindicações atendidas. 

Esse direito legal tem sido atacado com punições (descontos no salário) com a proposta de promover o medo no trabalhador. 

Portanto, o sindicato, por meio da assessoria jurídica está sempre estudando os problemas na relação trabalhadores x empresa, para contestar a ECT na Justiça. A luta do Sintect/SC é para obter o cumprimento dos direitos dos trabalhadores.

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