Greve Geral no Brasil

Vamos unir todos os trabalhadores em uma mobilização nacional para protestar contra a retirada de direitos da classe trabalhadora.

Os trabalhadores não têm o que comemorar, por isso é importante construir uma Greve Geral para protestar contra os políticos e o governo federal, contra a lei das terceirizações. Revogação das MP - 6646 e 665 do governo Dilma.

O dia 1 de maio é comemorado como o dia do trabalhador. Neste dia, no ano de 1886, na cidade de Chicago nos Estados Unidos, os trabalhadores iniciaram uma greve geral reivindicando a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.

Os trabalhadores foram brutalmente reprimidos pela polícia, com o assassinato de manifestantes e a prisão de sindicalistas, alguns dos quais condenados a prisão perpétua e outros condenados a morte.

Três anos depois a data foi adotada como o Dia Internacional de luta dos trabalhadores, lembrando aqueles que tombaram na defesa de nossos direitos.

Especialmente, neste momento, os trabalhadores brasileiros estão sendo explorados para manter o lucro dos empresários e dos banqueiros.

O governo Dilma e o Congresso Nacional vêm adotando uma serie de medidas que contrariam os interesses da classe trabalhadora, flexibilizando direitos trabalhistas, historicamente conquistados, como o seguro-desemprego, abonos e pensões, além da proposta de terceirização que compromete ainda mais estes direitos.

E neste 1º  de maio a ECT presenteou com punição os trabalhadores de SC que saíram em luta por melhores condições de trabalho, em defesa do plano de saúde, contra o rombo do Postalis, segurança nas agências e demais reivindicações, com o desconto no salário dos dias da paralisação sem negociar, mesmo com a direção do sindicato tencionando para resolver a situação sem o desconto.

A DR/SC (PT) tenta a todo o momento prejudicar os trabalhadores e jogá-los contra a direção do sindicato.

Na Bahia onde a DR negociou, o sindicato obteve 30 dias para os trabalhadores compensarem os dias da paralisação.

O diretor regional até o momento diz que não tem orientação e autonomia para proceder da mesma forma.

Exigimos que a DR/SC negocie com o sindicato, pois teremos de continuar lutando, sem deixa que isso nos intimide.

Precisamos mais do que nunca entender o momento político em que os país atravessa e nos organizamos para enfrentá-lo.

Essa é a nova ofensiva do capital sobre o trabalho.

Não podemos alimentar ilusões de que o governo Dilma ou sua oposição de direita estarão ao lado dos trabalhadores.

Os problemas da classe trabalhadora só podem ser resolvidos pela própria classe trabalhadora.

Procure o sindicato, converse com os amigos, vizinhos e familiares.

Só os trabalhadores organizados poderão reverter os ataques que estamos sofrendo no PL 4330 das terceirizações e nas medidas provisórias 664 e 665 sancionadas pelo governo Dilma Roussef.

Só a luta muda a vida! Então lutamos todos juntos, rumo à Greve Geral.


(texto escrito por Samuel De Mattos Figueiredo Secretário de Formação Sindical do Sintect/SC)

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