O II Congresso Nacional da CSP-Conlutas, realizado entre os dias de 4 a 7 de junho de 2015, em Sumaré, São Paulo, será o ponto de convergência e a expressão da ampliação da luta de classe trabalhadora por setores da esquerda sindical, popular e da juventude contra as políticas do atual governo.
A vontade política da CSP-Conlutas é unir todos os representantes de diferentes classes combativas, que se encontram dispersos, em uma mesma organização nacional de frente única.
O Congresso pretende promover a reflexão sobre os principais processos de luta e de organização dos trabalhadores em todo o país.
Com isso almeja unir setores os cidadãos descontentes com o governismo àqueles que buscam construir uma alternativa de luta democrática.
O Congresso vai marcar a luta contra a exploração e as opressões, com forte presença feminina, da juventude, de negros e negras, quilombolas, indígenas e LGBTs.
O cenário pós-eleitoral mostrou o caráter do governo com o ajuste fiscal e de tarifas públicas, a elevação das taxas de juros e os cortes no orçamento, assim como a votação das medidas provisórias 664 e 665 que implicam numa minirreforma trabalhista e da previdência social.
A conta da crise econômica, mais uma vez, será jogada nas costas da população pobre e trabalhadora.
Neste sentido, o Congresso pode cumprir um papel importante na organização das lutas e na disputa da direção do movimento dos trabalhadores em nosso país.
A CSP-Conlutas vem se fortalecendo em vários setores como uma referência para a luta da classe e como espaço de organização de setores da esquerda sindical, popular e da juventude.
Os trabalhadores não aguentam mais os baixos salários, as péssimas condições de trabalho, as demissões.
A corrupção retira os investimentos no serviço básico, como saúde e educação para enriquecer políticos e donos de empreiteiras.
O Congresso vai acontecer em meio á crise política e econômica do país e por isso terá a tarefa de discutir a intervenção da central sindical no cenário político, preparando um plano de lutas.
Em plano deverá ser constituído a partir da defesa do emprego, dos salários, da alteração da jornada de trabalho sem redução salarial.
A luta contra a PL 4330, da terceirização, e também das medidas provisórias 664 e 665, são motivos suficientes para a realização de uma Greve Geral no Brasil.
Sobre a CSP-Conlutas
A Conlutas que depois veio a se tornar a CSP-Conlutas, surgiu no inicio da ruptura do funcionalismo público com o PT, no enfrentamento em 2003, contra as reformas trabalhistas e da Previdência. Em 2010, aconteceu o Congresso da Classe Trabalhadora (Conclat) que fundou a CSP-Conlutas a partir da união com outras entidades e setores da esquerda.
(com informações do site da CSP-Conlutas)
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