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Na sexta-feira, dia 29, os dirigentes do Sintect/SC, representantes dos trabalhadores dos Correios de Santa Catarina, durante o ato do Dia Nacional de Paralizações, levaram o apoio da categoria aos professores em greve e acampados na Assembleia Legislativa de SC.
Em Florianópolis, a manifestação do Dia Nacional de Paralizações aconteceu em frente ao Ticen.
Por volta das 17h30, os professores saíram da Alesc para fazer um ato simbólico e se unir ao ato nacional de protesto, organizado pelas Centrais Sindicais.
Poucas horas antes, os dirigentes do Sinte-SC receberam uma notificação judicial proibindo a realização de manifestação coletiva a menos de 200 metros de prédios públicos.
Com essa determinação a categoria teria de desocupar a \"Casa do Povo\".
Após trinta e cinco dias de ocupação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, a maioria dos professores votaram a favor da desocupação.
Em audiência no dia 28/5, com o governador do estado, os professores tentaram reabrir as negociações.
Segundo nota publicada no site do Sinte-SC, o Comando de Greve Estadual deve avaliar a audiência em reunião marcada para a próxima segunda-feira, 01/06, em Campos Novos, e \"divulgar nota política sobre o assunto\".
A greve dos professores já dura 68 dias.
Dia Nacional de Lutas
Com faixas e bandeiras os dirigentes do Sintect/SC no protesto nacional criticaram a flexibilização dos direitos trabalhistas por meio da lei que estabelece a possibilidade do instituto da terceirização na prestação de serviços.
\"Essa é a única saída para derrotar a Lei 4330; as medidas provisórias 664 e 665, que reduzem o seguro-desemprego, o auxílio-doença, a pensão por morte e o seguro-defeso\", explicou o dirigente sindical, Giovani Zoboli.
A manifestação também foi contra as medidas provisórias e o ajuste fiscal do atual governo da presidente Dilma Roussef (PT).
\"Queremos que a categoria tome consciência do que está ocorrendo. Estamos realizando um trabalho de esclarecimentos em nossos materiais de comunicação\", lembra o dirigente sindical, Giovani Zoboli.
O protesto nacional foi organizado pelas centrais sindicais CSP-Conlutas, CTB, CUT, Intersindical, UGT, Nova Central, e outras organizações da classe como ANEL, Movimento Mulheres em Luta, Quilombo Raça e classe e Luta Popular.
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