Rede de experiências

Encontro promove a troca de experiências da luta em defesa da classe trabalhadora.

Cerca de 200 delegados, de 25 países, representando mais de 150 organizações sindicais e populares, participaram nos dias 8 e 9 de junho, do 2º Encontro da Rede Internacional de Solidariedade e Lutas. O encontro consolidou a Rede como uma organização internacional, reunindo sindicalistas classistas, democráticos e representantes da base. Durante o evento, foram compartilhadas as experiências de trabalhadores categorias de diferentes países, seja no enfrentamento com os patrões, com os governos e contra a burocracia sindical.

Os participantes aprovaram uma Resolução Internacional apontando os caminhos da Rede, tendo como tema central a luta contra os planos de austeridade e os ajustes governamentais, as políticas patronais contrárias aos direitos da classe trabalhadora, a precarização e o desemprego, fruto da crise internacional do capitalismo. 

A Rede tem atuação sindical com extrema solidariedade incorporando a luta anti-capitalista como passo fundamental para a construção de uma sociedade socialista – livre da exploração e toda forma de opressão (machismo, racismo, LGBTfobia). 

Dentre os diversos debates e grupos de trabalho, aconteceu o setorial do Correios e Telecomunicações, com a presença de trabalhadores da ECT (sendo 4 destes, dirigentes do Sintect/SC), dos Correios da Palestina e do Canadá, além de um dirigente sindical da Federação das Telecomunicações da Tunísia – os Correios de lá pertencem a este setor.

A política do capitalismo, apesar das desigualdades na aplicação dos seus planos e da correlação de forças na luta de classes, segue o mesmo projeto e a mesma cartilha elaborada pela OMC e demais órgãos da burguesia mundial. 

No entanto, as condições de trabalho dos palestinos são ainda piores do que a média devido ao massacre do Estado Sionista de Israel. Nesse sentido, o sindicato Palestino cumpre o papel de vanguarda na luta contra a ocupação e se coloca inclusive, como oposição à  Autoridade Palestina. 

Já no caso dos canadenses, o companheiro explicou como funciona a estatal e com se da a luta travada recentemente contra a privatização. O sindicato possui cerca de 40 mil trabalhadores na base. O sindicato enfrenta um enorme refluxo do movimento no país,  podendo ser revertido mediante a ofensiva do governo na tentativa de privatizar os Correios. Essa luta e o processo de estruturação, demonstra como sofremos com o mesmo projeto, pois se trata de igual cartilha. 

 Vamos seguir atuando em conjunto na defesa dos trabalhadores dos Correios. Diversas iniciativas de apoio e solidariedade foram definidas a partir das reuniões setoriais, visando a defesa dos empregos dos trabalhadores dos Correios destes países com a garantia que a população possa continuar usufruindo dos serviços – e que os lucros  sejam aplicados no interesse público, ao invés de serem repassados aos acionistas.


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