O II - Congresso Nacional da CSP-Conlutas, realizado entre os dias 4 a 7 de junho, em Sumaré (SP) contou com a participação de integrantes da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas (palestinos, tunisianos, argentinos, franceses, egípcios). Ao todo o Congresso reuniu 2.639 participantes.
Durante a abertura, o tema foi conjunturas internacional e nacional. Luciana Genro, do PSOL, Mauro Iasi, do PCB, e Zé Maria de Almeida, do PSTU, apontaram a falência do governo petista e defenderam a organização a realização de uma Greve Geral para barrar os ataques aos direitos da classe trabalhadora.
Doze organizações apresentaram análises da conjuntura nacional e mundial, apontando aspectos da atuação da Central e vislumbrando os desafios para a classe trabalhadora. Também foi abordada a realidade e a luta dos trabalhadores do campo.
Vinte e dois grupos de trabalho discutiram o plano de ação e atividades da Central. A primeira plenária deliberativa realizou debates sobre o tema “opressões”. Foram realizadas discussões para a aprovação de propostas de resoluções, além do painel sobre o Movimento Operário/Sindical e Organização de Base. A plenária aprovou as resoluções para os próximos dois anos.
As mobilizações contra o governo federal serão ampliadas. 373 entidades sindicais e movimentos populares e estudantis aprovaram resoluções voltadas ao fortalecimento das lutas contra a retirada de direitos e o ajuste fiscal.
Entre as resoluções aprovadas, está a construção de uma Greve Geral contra o governo Dilma e em defesa do emprego. Não escaparão dos protestos o Congresso Nacional e os governos estaduais que têm promovido ataques aos trabalhadores, como o PSDB de Beto Richa (PR) e Geraldo Alckmin (SP).
“A luta da classe trabalhadora contra o ajuste fiscal é uma luta que enfrentará o governo do PT e a oposição de Direita, bem como o PMDB de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, governadores e prefeitos”, diz um trecho do Manifesto aprovado pelo Congresso da CSP-Conlutas.
A CSP-Conlutas é hoje a principal central sindical de oposição ao governo Dilma, contrapondo-se à política de parceria adotada pela CUT e Força Sindical. Ao final do evento foi aprovado o manifesto para construção da Greve Geral no Brasil.