Ecetista em risco: DR/SC tem o dever de garantir a segurança

Banco Postal: existem mais de 27 mil profissionais atuando em 6.437 agências dos Correios

 
No dia 19/05, trabalhadores do CDD Tubarão e dirigentes do Sintect/SC conversaram sobre as ações para proteger Atendentes e Carteiros vítimas de assaltos. Uma das proposta encaminhadas para a Direção Regional de SC é a confecção de uma bolsa com fechamento com cadeado para ser fixada na bicicleta. Os assaltos aos Carteiros, motorizado ou bicicleta, é uma realidade em todo o estado de Santa Catarina e no Brasil.  

“Não adianta o Ecetista somente redobrar a atenção para evitar o assalto conforme orienta os gestores da DR”, continua: “A ECT precisa realizar ações práticas para reduzir os riscos e proteger o trabalhador.”, exclama os dirigentes sindical, Robson Paladini.

Até que a situação seja resolvida, a direção do Sintect/SC sugeriu aos trabalhadores, atuando em distritos onde a ação de criminosos é recorrente, para só realizar a entrega das correspondências em local seguro, para não deixar o veículo desprotegido.

Na rua, o Carteiro trabalha pressionado pelo tempo, além disso, carrega uma bolsa pesada e precisa estar atento ao trânsito e ao movimento dos pedestres. Não pode esquecer ou se equivocar durante as entregas dos objetos postais.

Na unidade, o trabalhador sofre com a pressão psicológica da chefia, as exigências para o cumprimento das metas.

Agora, em meio a falta de valorização salarial, sem PLR, com problemas para utilizar o plano de saúde, e ainda tendo de pagar a conta do prejuízo financeiro do Postalis, a preocupação extra é com a ação de assaltantes. 

“Outra sugestão, é a ECT realizar uma campanha publicitária, pedindo a colaboração dos clientes, permitindo ao Carteiro, que mantenha o veículo em local protegido”, sugere também: “Colocar caixa coletora na entrada do estabelecimento comercial”, ressaltou o dirigente sindical Giovani Zoboli.

A direção do Sintect/SC solicitou para a DR/SC a elaboração de estudos sobre os assaltos aos trabalhadores dos Correios em Santa Catarina.  Os resultados poderão servir para o desenvolvimento de mecanismos de segurança.

Os trabalhadores estão sendo orientados também a divulgar os problemas nas unidades nos meios de comunicação da cidade (rádio, tv e jornal).

MPT recomendou aumentar a segurança para os Atendentes

Em 2013, o Sintect/SC entrou com ação civil pública contra a ECT, exigindo a instalação de sistemas de monitoramento nas unidades de trabalho, contratação de seguro de vida e instalação de portas giratórias nas agências representantes do Banco Postal. 

O Ministério Publico do Trabalho (MPT) com base nas Leis Federais 7.102/83 e  10.501/1997, defendeu os Atendentes Comerciais reconhecendo o direito a equiparação da função aos Bancários. 

Além disso, a DR/SC teria de fazer a instalação, em todas as agências dos Correios que operam o Banco Postal, de câmeras com captação e gravação de imagens, ficando ainda obrigada a contratar seguro de vida a todos os empregados que trabalham nestas unidades.

Para o Ministério Público do Trabalho os Bancos Postais desenvolvem algumas das atividades típicas das instituições bancárias, como guarda e movimentação de valores.

Desta maneira, não há como fechar os olhos à realidade, ante alta probabilidade de furtos e assaltos, inclusive à mão armada, colocando em risco não só a integridade física dos trabalhadores mas também dos clientes.
 

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