Temas propostos pelos membros da CSP-Conlutas como a necessidade de unificar a categoria para a Campanha Salarial, incluindo as bases do Rio de Janeiro e São Paulo, também foi assunto na discussão.
- Isso é fundamental para obtermos as vitórias para os trabalhadores - afirma o dirigente do Sintect/SC, Samuel de Mattos.
Na sexta-feira 3/7, às 10 horas, será realizada uma reunião no edifício Sede da ECT com o representante da VIGEP, Nelson Freitas, para discutir os descontos sobre as paralisações nacionais ocorridas no dia 15 de abril, 29 de maio e as demais ocorridas neste ano por todo o país.
Os representantes da CSP-Conlutas colocaram como proposta para a discussão no Comando Nacional os eixos prioritários de mobilização:
Ficou definido como o mote da Campanha - Unificar a categoria para obtermos as conquistas na Campanha Salarial.
A proposta foi aprovada pela maioria.
Além disso, foi aprovada a luta pelo aumento real dos salários; o não pagamento do rombo do Postalis pelos trabalhadores; a retirada da Cláusula 22 do ACT e pela contratação imediata dos concursados.
Outros pontos que são temas constantes das lutas dos trabalhadores foram destacadas a melhoria do plano de saúde; o cumprimento do Acordo e do pagamento do AADC aos motociclistas; e a luta contra a privatização dos Correios.
Calendário de negociações
A empresa propôs o inicio das negociações na segunda-feira, dia 6/7, e na semana seguinte, dia 13/7.
- No entanto, só iremos iniciar as negociações a partir do dia 13/07, quando será estabelecido o calendário, em respeito ao que foi aprovado no XII Contect - informa o dirigente Samuel de Mattos.
Comando Nacional de Negociações
A Fentect fará um chamado aos sindicatos com relações políticas rompidas com a Fentect a participarem do Comando de Negociações e da Mesa de Negociação da Campanha Salarial.
Reestruturação, privatização e Postalis
Será realizada uma reunião da Diretoria Colegiada com o Comando de Negociações para debater os temas nas próximas semanas.
PLR
A proposta da categoria sobre a PLR será respeitar o Acordo Coletivo, o qual exige que a ECT inicie as discussões sobre a participação no lucros após Campanha Salarial.
- Não devemos associar a negociação da PLR com a Campanha Salarial para evitar as manobras e os golpes por parte da ECT - sugeriu o dirigente Samuel de Mattos.
Ministro das Comunicações
Os dirigentes da Fentect foram recebidos pelo Ministro das Comunicações Ricardo Berzoini.
A posição do governo é pela defesa do projeto de restruturação da ECT.
- Se trata de uma necessidade devido às mudanças do mercado postal internacional, pois os Correios precisam aumentar o faturamento e a subsidiária CorreiosPar ainda teria algumas indefinições a serem acertadas na direção da ECT. Com a criação das subsidiarias, não haveria nem demissão e nem prejuízo para os trabalhadores e sociedade, que não há uma obsessão pelo lucro e sim para gerar receitas. - disse Berzoini.
Segundo o Ministro, o governo garante que não haverá abertura de mercado, a ECT continuará sendo uma empresa 100% pública.
- Sabemos que isso não é verdade - concluiu o Samuel de Mattos.