Negociação do ACT 2015/2016 debate direitos das mulheres ecetistas

Na quarta-feira, dia 29/07, as representações da categoria e ECT trataram dos temas do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016 relacionados às mulheres ecetistas.

Na quarta-feira, dia 29/07, as representações  da categoria e ECT trataram  dos temas do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016 relacionados às mulheres ecetistas. Entre os diversos problemas debatidos, a rotina de trabalho da empresa para as mulheres gestantes é inadmissível para os representantes das trabalhadoras, que iniciaram a negociação solicitando que a empregada seja transferida para o trabalho interno assim que detectada a gravidez, sem prejuízo da remuneração, além disso, sobre a licença maternidade, reivindicaram a permanência por mais três meses em ambiente interno, mesmo com o término da licença, após 180 dias, com a manutenção do AADC. 

Mulheres que tenham sofrido violência doméstica, afastadas de suas funções, para os trabalhadores, deverá ter garantida a remuneração total.

Na prorrogação da licença maternidade, entre outros pedidos, foi solicitado pelos representantes das trabalhadoras o recebimento cumulativo do Reembolso creche/ Babá no período de licença maternidade para que as mães possam acompanhar o processo de adequação dos bebês, nesse período.

Sobre o primeiro caso, a direção da ECT propôs a manutenção da cláusula do acordo e alegou que a mesma garante à empregada gestante transferência para o serviço interno, a qualquer momento, comprovadamente pelo serviço médico da ECT, com a garantia dos 30% do salário base, com extensão dos benefícios para empregada.

A respeito do afastamento por violência doméstica, a empresa, mais uma vez, se colocou pela manutenção da cláusula, com a proposta de avaliação da demanda pela empresa.

Durante o dia, também fez parte da pauta a discussão sobre a cláusula Saúde da Mulher. A empresa relatou que o exame papanicolau não será realizado no atendimento em vans, devido à dificuldade da operacionalização. Questionada sobre exames suspensos e retirados da lista do periódico, os representantes da empresa abriram possibilidade de verificação para decidir pela pertinência na inclusão dos referidos exames.

A ECT ainda lançou nova cláusula, Promoção da Equidade de Gênero e Enfrentamento ao Sexismo, prometendo promover ações que que garantam o progresso das ecetistas, inclusive com a participação das entidades representativas nos debates.

Já os representantes das trabalhadoras também apresentaram nova cláusula, Condições de Trabalho da Mulher, com a solicitação de banheiros específicos femininos, em cada unidade operacional, fornecimento de uniforme confortável para as mulheres, meias de compressão de varizes, com a participação sindical no processo de licitação para confecção de uniformes.

Para finalizar, a representação da categoria lembrou das ecetistas que estão nos cargos há mais de 15 anos, ou com mais de 40 anos de idade. Que elas tenham direito ao remanejamento para o serviço interno, quando solicitado.


fonte: www.fentect.org.br

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