A força da nossa greve é sentida em todos os cantos do país: novamente ganhamos destaque na mídia e aos olhos da população, principalmente com a vitória dos trabalhadores das bases de RJ/SP/BSB, que passam por cima das suas direções governistas e traidoras e fazem o forte movimento da nossa categoria entrar na ordem do dia!
Em Santa Catarina, não é diferente: iniciamos a greve com 4 assembleias cheias, aprovando a greve por ampla maioria, já tendo no dia seguinte a iniciativa estadualizada da manifestação em frente ao Fórum de Florianópolis para pressionar o judiciário catarinense a nos pagar o AADC. Existem piquetes em todas as regiões do Estado. Chegamos a ter 12 Agências totalmente fechadas, incluindo duas das maiores receitas do Estado!
Precisamos fazer o apelo àqueles que jamais fugiram a todas as lutas para garantir nossas conquistas a se somar ao movimento da greve e suas atividades. Só a nossa união poderá garantir um bom resultado na campanha deste ano!
Entenda o dissídio coletivo
Já nos primeiros dias de greve a ECT demonstrou novamente sua inabilidade em negociar e tratar os trabalhadores em luta: fechando novamente as negociações, entrou com o dissídio estabelecendo uma proposta diferente daquela apreciada nas assembleias do dia 15/09, oferecendo 6% parcelado em dois momentos, abaixo de todos os índices de inflação e sem nenhum ganho real.
Ora, se os trabalhadores rejeitaram a proposta de nova GIP imediatamente no salário, como é que vamos agora nos contentar com um ajuste parcelado abaixo da inflação?
Sabemos que o TST não merece a nossa confiança! Foi sempre através do mesmo ministro que nos últimos anos, vimos nossa PLR emagrecer, passarmos o ano passado sem ajuste e aumento real, além do julgamento ilegal da luta pelo plano de saúde. Tudo pelas mãos do mesmo Ministro, que parece já constar da folha de pagamento da ECT!
As decisões sobre qualquer proposta será avaliada em assembleia pelos trabalhadores em conjunto com o sindicato. Nossa tarefa é aumentar a adesão ao movimento de greve! Chamar mais colegas para se somar à luta, continuar os piquetes, as manifestações locais, preparar um novo ato estadual unificado com as demais categorias em greve que enfrentam a mesma dureza do governo federal.
O movimento seguirá avaliando diariamente as condições nacionais e locais. Realizaremos nova ASSEMBLEIA no dia 25/09 após a audiência de conciliação para definir juntos os próximos passos.
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