Em assembleia realizada na quarta-feira, dia 17, os trabalhadores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.
A Unimed suspendeu na terça-feira, dia 16, o atendimento médico, clinico e hospitalar aos trabalhadores dos Correios em Campinas. Os ecetistas foram surpreendidos ao utilizar a carteirinha do plano de saúde pois até mesmo os procedimentos cirúrgicos foram cancelados.
Procurada pela direção sindical, a ECT sugeriu aos trabalhadores buscar atendimento nos prestadores de serviço credenciados a Postal Saúde.
Entretanto, a rede do plano é significativamente menor e os credenciados tem suspendido o atendimento por falta de repasse do pagamento por parte da Postal Saúde.
A Postal Saúde é uma Caixa de Assistência criada para gerenciar o plano, antigos Correios Saúde, funcionando como um convênio particular, com cobrança de mensalidade.
Graças as constantes mobilizações da categoria a Postal Saúde não consegue implementar todas as mudanças prejudiciais a categoria.
- O convênio entre o Postal Saúde e a Unimed foi suspenso por falta de pagamento. Problemas semelhantes estão acontecendo em vários estados. É importante lembrar que a greve de janeiro, que durou 43 dias, foi para lutar contra a mudança no Correios Saúde, quando se especulava a possibilidade de privatização do plano, e agora, os trabalhadores estão sofrendo com a precarização do benefício. A própria diretoria dos Correios reconhece o erro, devido ao aumento dos gastos em relação ao plano - comenta o dirigente sindical Samuel de Mattos Figueiredo.
Segundo dados da ECT com o plano antigo - Correios Saúde - eram gastos cerca de R$ 900 milhões para pagar o beneficio dos trabalhadores, hoje esse valor deve chegar a R$ 2 bilhões.
Os dirigentes do Sintect/SC estão solidários aos trabalhadores dos Correios em Campinas e vamos juntos lutar por nossos direitos.
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